Rascunhos

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E quando as ideias são demais para uma simples folha branca? E se essas frases soltas talvez formassem um texto que pudesse ser compartilhado com quem mais estiver disposto a ler?

Os textos aqui presentes nascem assim. São reflexões do cotidiano que acabam dando a volta, fechando um ciclo e merecendo um fim.

Banalidades- 23 de março de 2026

Rascunhos

O blog nasceu no WordPress com o nome Acabou o Rascunho, apesar de o nome sempre ter sido para ser simplesmente Rascunhos, sem um propósito muito claro na época. Era uma intenção vaga de manifestação, uma busca por um espaço para pensamentos que ainda não sabiam exatamente o que queriam ser, mas que já pediam a sua forma.

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Provocações- 16 de março de 2026

Modelos de linguagem analfabetos funcionais?

Este texto contém uma reflexão sobre nossa decadência e a que ponto ridículo nós chegamos. Eu estou profundamente chateado com o que estamos nos tornando e considero que faço algo super importante para nossa sociedade: eu insisto em entender textos e argumentos.

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27 de fevereiro de 2026 -Provocações

IA é uma ferramenta de escrita?

Este blog nasceu em meados de 2021, durante a tal crise da COVID-19, como uma tentativa de processar o isolamento daquela época. A premissa era bem simples: tirar apenas da mente os pensamentos que já haviam morado lá por tempo demais e dar a eles um espaço. Se afastar da efemeridade das redes sociais e se reconectar com o que eu considero ser a essência do que chamamos de internet. Havia também uma busca estética, e as ferramentas do computador, assim eu achei, poderiam entregar uma diagramação que fizesse justiça à beleza que eu imaginava para aquelas ideias.

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Provocações- 18 de fevereiro de 2026

Manifesto anti-quântico

Apesar de não intencional, a criptografia de chave pública foi muito mais do que um avanço técnico para a viabilização da internet: ela acabou sendo a maior transferência de poder da história recente.

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11 de fevereiro de 2026 -Provocações

O valor de uso

Nosso mundo está morrendo. O planeta Terra. Embora romântica, esta afirmação soa estranhamente contraditória diante da inércia social da nossa vida quotidiana. Enquanto os ciclos biológicos se desgastam em silêncio, eu sinto que ainda há muito a conquistar e viver. Não falo de cruzar oceanos e gerar, em um voo, o carbono que um local levaria dez anos para emitir, mas da reterritorialização do meu próprio mundo: conhecer os vizinhos, celebrar o bairro, redescobrir minha cultura e revelar meu potencial.

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Provocações- 27 de janeiro de 2026

O peso da perenidade

O essencial começa em frases curtas. Responder "por que você está aqui?" ou "o que você quer?" exige uma clareza que não admite rodeios ou manipulações. Essas frases axiomáticas compõem as raízes simples que sustentam tudo o que vem acima. Sem um ponto de apoio inegociável, qualquer construção posterior é apenas uma forma de agressão, de egoísmo ou de futilidade.

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19 de maio de 2023 -Brasilidade

The way we were

A busca pela ancestralidade é um exercício de olhar para o que fomos para entender o que eu sou. Ao observar fotos antigas de pais e avós, o "eu" se dissolve em um "nós" coletivo. Para quem é brasileiro, essa escavação é sempre delicada; é tatear fragmentos de identidades moldadas por forças que os próprios protagonistas não compreendiam.

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Provocações- 27 de agosto de 2022

Sobre a excelência

Diferente de outros conceitos humanos, qualidade e excelência são relativos apenas até o ponto em que a função começa. Um relógio deve marcar a hora; uma máquina deve render. Existe uma complexidade nata no trabalho que não admite subjetividades. Para garantir isso, princípios lógicos e científicos devem ser estabelecidos antes de qualquer compromisso. O problema surge depois: como exigir o cumprimento desses princípios sem esgotar quem os executa ou inferiorizar quem não os compartilha?

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17 de março de 2021 -Brasilidade

O espaço como o lugar dos conceitos

Discussões recentes sobre o infinito revelaram uma lacuna no meu imaginário sobre a natureza do lugar. Ou seja, para compreender o que não tem fim, é preciso primeiro definir o espaço das coisas. Este espaço é, na minha tese, definido pela jurisdição de um conceito. O espaço existe lá onde a regra, a lei e o conhecimento que o definem têm razão de existir. Fora do alcance do conceito, o espaço deixa de ser.

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